Eleição da mesa diretora da Assembleia do Ceará tem apoios a Aldigueri, mas definição fica para dezembro

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Eleição da mesa diretora da Assembleia do Ceará tem apoios a Aldigueri, mas definição fica para dezembro

A eleição para a nova mesa diretora da Assembleia Legislativa do Ceará, referente ao biênio 2027/2028, está marcada para 1º de fevereiro de 2027. A Casa é presidida pelo deputado Romeu Aldigueri (PSB), e o quadro sucessório ainda é de indefinição, embora parlamentares da base e da oposição já tenham manifestado apoio à recondução do presidente.

Aldigueri foi eleito presidente da Assembleia em 2024, reelegeu-se deputado estadual neste ano e também garantiu a eleição da esposa, Tainah Marinho (PSB), para a Câmara dos Deputados. O casal havia planejado inicialmente uma configuração diferente, com Tainah disputando uma vaga de deputada estadual e Romeu, a federal, mas os planos mudaram e os dois trocaram de lugar.

O deputado estadual eleito e presidente do PSD Ceará, Domingos Filho, descartou concorrer à presidência e afirmou que o partido defende a continuidade de Aldigueri no cargo. O PSD elegeu três deputados estaduais e três federais neste ano e garantiu a vice-governadoria com a eleição de Gabriella Aguiar na chapa do governador Elmano de Freitas (PT). Segundo apurado, Domingos indicou que a sigla estará na mesa diretora da Casa, mas não participará da disputa.

Integrante da oposição, a deputada estadual Dra. Silvana, do PL, defendeu a reeleição de Aldigueri e declarou não enxergar outro nome para o cargo além do atual presidente. Em entrevista nesta quinta-feira, 5, a parlamentar comentou a gestão de Aldigueri e destacou mudanças que, segundo ela, beneficiaram a democracia.

\"A Casa ficou pacificada, fez mudanças profundas que beneficiaram muito a democracia. A alteração no modo de inscrição foi um marco histórico para oposição. Já passei por outras legislaturas e, de fato, nessa tive menos sofrimento pra encontrar espaço de fala [...] Eu não quero correr risco de retrocesso\", opinou.

Sobre a possibilidade de uma candidatura do bloco de oposição, Silvana afirmou que, para apresentar uma chapa, o grupo precisaria \"ter o mínimo de deputados interessados\" em formar uma chapa completa.

Apesar dos apoios já declarados, o deputado estadual eleito Zezinho Albuquerque (PP) indicou, também na quinta-feira, que o grupo governista tratará do assunto no final de dezembro. \"A eleição é só primeiro de fevereiro, vamos conversar sobre o assunto final de dezembro, vamos conversar com os presidentes de partidos, deputados e com o nosso líder Governador Elmano\", disse.

Apontado como possível candidato à presidência da Casa, o deputado estadual Osmar Baquit (PSB) afirmou que não tem discutido o tema por avaliar que \"não é o momento\" e que seguirá a escolha dos líderes. \"Seguirei as orientações dos meus líderes. Não tenho tratado desse assunto, pois entendo que não é o momento. Estou no meu oitavo mandato. Sempre de maneira leal e firme. Fico feliz em saber que colegas lembraram do meu nome. Porém reafirmo. Qualquer que seja o escolhido por nossos líderes, eu acatarei\", declarou.

Além de Aldigueri, a atual mesa diretora tem o deputado Danniel Oliveira (MDB) como 1º vice-presidente e a deputada Larissa Gaspar (PT) como 2ª vice. Neste ano, Gaspar concorreu à Câmara dos Deputados, mas não foi eleita. O deputado estadual De Assis Diniz (PT) atua como 1º secretário e Jeová Mota (PSB) ocupa a 2ª secretaria. Os deputados Felipe Mota (PSDB) e João Jaime (PV) são 3º e 4º secretários, respectivamente.

A nova bancada da Assembleia contará com 26 novos deputados, renovação de cerca de 56%, além de 20 parlamentares reeleitos. A base continuará majoritária, e PSB e PT comandará o maior número de cadeiras. O PSB elegeu 13 deputados estaduais, sendo 7 estreantes e 6 reeleitos. O PT garantiu 12 vagas, a maior parte de novatos. Assim como o PSD, a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), terá três cadeiras. Republicanos e Psol terão duas vagas cada, enquanto MDB e Solidariedade terão uma vaga cada.

A oposição, por sua vez, perdeu cadeiras: passará de 11 para 9 vagas, ocupadas por dois partidos. O PL contava com quatro representantes e, após o pleito, ampliou para seis; entre os veteranos da sigla na Casa, apenas Dra. Silvana garantiu mais um mandato. O PSDB registrou movimento contrário e, das sete cadeiras garantidas após a janela partidária deste ano, terá apenas três.

Presidente estadual do partido e ex-candidato a governador neste ano, Ciro Gomes (PSDB) mencionou as cadeiras da oposição e afirmou que o grupo acompanhará as eleições das mesas diretoras das câmaras municipais e da Assembleia Legislativa do Ceará.